terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

(313)

Por que te assombras?
A luz também se veste de trevas,
esta que tu teimas em esconder, reprimir...eu vasculho, vigio e (me) reconheço.
Não temas!
O que a noite esconde, o Sol queima.
Ferve em tua dualidade, deixa-a brilhar...
que não há mal que dure,
não há o que a luz não cure.

terça-feira, 8 de março de 2016

PARTIDA (314)

Quis ser teu porto seguro, tua parada,
para onde tu sempre retornara.
Mas tu me disseste que não,
estivera só por esta caminhada
e partiste para tentar outra morada,
a silenciar a solidão que tu chamas (que fizeste) de casa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

FOGO (315)



Tu chegaste com toda tua energia de renovação.
A atração inevitável à nação do fogo,
Que se consome ao calor e frenesi das chamas,
Que se alimenta do que há, porque tem (nho) fome...
Que mata, porque tem (nho) fome...
Que destrói para reconstruir coisas belas.

Trouxe consigo o sabor da novidade...
Um punhado de amor, permeado de dor e desassossego...

Depois de ti, as noites não são mais tranquilas...
Meus dias já não aquietam a mente...
Teimo em pestanejar, resistir ao hábito obsoleto...

O que fui já não me comporta mais...o que fomos já não nos basta...
Será que nossos caminhos ainda se cruzam?

Deixo-te assim, inacabada, como estou agora...alegria para recomeçar.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

DESENCANTO (316)

Enquanto te falo de amor,
tu me vens com o amaldiçoado recurso
e o põe em nossa cama...

Surpreende-me com o peso que atribui às minhas palavras.
Desconheço!
Teu coração embrutecido...
Minha ignorância...
Descompasso!

Enquanto acredito fazer-te o bem,
tu se prendes ao passado,
à vida que cabia no esforço de tuas mãos, que ainda te comporta e aos "ãos" que te fizeram história...

Teu dia está nublado, te falta o Sol a iluminar o caminho à tua frente.
Estou aqui, 
Mas o teu "interior está (a)podre(cido)" 
e o meu despedaçado.




terça-feira, 8 de abril de 2014

SERTANIA (317)

Faço de ti minha raiz.
Aquela que me nutre e sustenta.
Não importa o chão,
Não importa a morada.
Vento
Água
Terra
Aridez
Arado
Me alimento de tua sertania,
Da lua que queima ao meio dia e arde à noite.
Ah! Foi-se...
A sombra em meu caminho...
Dilacerada.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

COSTUME (318)

Visto-te como a uma roupa,
que adotei sob a alcunha de pele.
Desfazer-me de ti, me levaria mais do que ofereço...
Despida,
necessário seria me 
(re)compor,
tal qual colcha de retalhos...
coser-me em pedaços,
fragmentos,
recortes em memória,
mas teus signos,
caminhos estes arraigados,
traria.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PROMETIDA (319)


Quando te vi (cega),
Tua luz me direcionava,
Aturdia e alumiava...
Tu estavas ali
E estavas à minha espera,
Eu te chamava...
Perguntei-te por onde andavas perdida e se a cá estavas
E tu me respondeste que sim (encontrara).
Confessei que sabia consciente, 
A boa nova que se anunciava,
Assopraram em meus ouvidos, a tua tão bem-vinda chegada
E tua pele, tua febre, minha morada...
Ah! Tua pele, tua febre, minha morada...