Por que te assombras?
A luz também se veste de trevas,
esta que tu teimas em esconder, reprimir...eu vasculho, vigio e (me) reconheço.
Não temas!
O que a noite esconde, o Sol queima.
Ferve em tua dualidade, deixa-a brilhar...
que não há mal que dure,
não há o que a luz não cure.
A proposta é postar um texto a cada dia, portanto, ao final de um ano espero alcançar o número 365. Se você acaso visualizou este blog, procure por algo, leia e se você se encontrar em minhas palavras, tome-as como suas, porque em verdade, eu sou (fui) um mero instrumento pra uni-las...elas não têm dono e nem paradeiro certo.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
terça-feira, 8 de março de 2016
PARTIDA (314)
Quis ser teu porto seguro, tua parada,
para onde tu sempre retornara.
Mas tu me disseste que não,
estivera só por esta caminhada
e partiste para tentar outra morada,
a silenciar a solidão que tu chamas (que fizeste) de casa.
para onde tu sempre retornara.
Mas tu me disseste que não,
estivera só por esta caminhada
e partiste para tentar outra morada,
a silenciar a solidão que tu chamas (que fizeste) de casa.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
FOGO (315)
Tu chegaste com toda tua energia de renovação.
A atração inevitável à nação do fogo,
Que se consome ao calor e frenesi das chamas,
Que se alimenta do que há, porque tem (nho) fome...
Que mata, porque tem (nho) fome...
Que destrói para reconstruir coisas belas.
Trouxe consigo o sabor da novidade...
Um punhado de amor, permeado de dor e desassossego...
Depois de ti, as noites não são mais tranquilas...
Meus dias já não aquietam a mente...
Teimo em pestanejar, resistir ao hábito obsoleto...
O que fui já não me comporta mais...o que fomos já não nos
basta...
Será que nossos caminhos ainda se cruzam?
Deixo-te assim, inacabada, como estou agora...alegria para
recomeçar.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
DESENCANTO (316)
Enquanto te falo de amor,
tu me vens com o amaldiçoado recurso
e o põe em nossa cama...
Surpreende-me com o peso que atribui às minhas palavras.
Desconheço!
Teu coração embrutecido...
Minha ignorância...
Descompasso!
Enquanto acredito fazer-te o bem,
tu se prendes ao passado,
à vida que cabia no esforço de tuas mãos, que ainda te comporta e aos "ãos" que te fizeram história...
Teu dia está nublado, te falta o Sol a iluminar o caminho à tua frente.
Estou aqui,
Mas o teu "interior está (a)podre(cido)"
e o meu despedaçado.
terça-feira, 8 de abril de 2014
SERTANIA (317)
Faço de ti minha raiz.
Aquela que me nutre e sustenta.
Não importa o chão,
Não importa a morada.
Vento
Água
Terra
Água
Terra
Aridez
Arado
Me alimento de tua sertania,
Da lua que queima ao meio dia e arde à noite.
Ah! Foi-se...
A sombra em meu caminho...
A sombra em meu caminho...
Dilacerada.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
COSTUME (318)
Visto-te como a uma roupa,
que adotei sob a alcunha de pele.
Desfazer-me de ti, me levaria mais do que ofereço...
Despida,
necessário seria me
(re)compor,
tal qual colcha de retalhos...
coser-me em pedaços,
fragmentos,
recortes em memória,
mas teus signos,
caminhos estes arraigados,
traria.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
PROMETIDA (319)
Quando te vi (cega),
Tua luz me direcionava,
Aturdia e alumiava...
Tu estavas ali
E estavas à minha espera,
Eu te chamava...
Perguntei-te por onde andavas perdida e se a cá estavas
E tu me respondeste que sim (encontrara).
Confessei que sabia consciente,
A boa nova que se anunciava,
Assopraram em meus ouvidos, a tua tão bem-vinda chegada
E tua pele, tua febre, minha morada...
Ah! Tua pele, tua febre, minha morada...
Assinar:
Postagens (Atom)