sexta-feira, 10 de abril de 2015

DESENCANTO (316)

Enquanto te falo de amor,
tu me vens com o amaldiçoado recurso
e o põe em nossa cama...

Surpreende-me com o peso que atribui às minhas palavras.
Desconheço!
Teu coração embrutecido...
Minha ignorância...
Descompasso!

Enquanto acredito fazer-te o bem,
tu se prendes ao passado,
à vida que cabia no esforço de tuas mãos, que ainda te comporta e aos "ãos" que te fizeram história...

Teu dia está nublado, te falta o Sol a iluminar o caminho à tua frente.
Estou aqui, 
Mas o teu "interior está (a)podre(cido)" 
e o meu despedaçado.




terça-feira, 8 de abril de 2014

SERTANIA (317)

Faço de ti minha raiz.
Aquela que me nutre e sustenta.
Não importa o chão,
Não importa a morada.
Vento
Água
Terra
Aridez
Arado
Me alimento de tua sertania,
Da lua que queima ao meio dia e arde à noite.
Ah! Foi-se...
A sombra em meu caminho...
Dilacerada.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

COSTUME (318)

Visto-te como a uma roupa,
que adotei sob a alcunha de pele.
Desfazer-me de ti, me levaria mais do que ofereço...
Despida,
necessário seria me 
(re)compor,
tal qual colcha de retalhos...
coser-me em pedaços,
fragmentos,
recortes em memória,
mas teus signos,
caminhos estes arraigados,
traria.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PROMETIDA (319)


Quando te vi (cega),
Tua luz me direcionava,
Aturdia e alumiava...
Tu estavas ali
E estavas à minha espera,
Eu te chamava...
Perguntei-te por onde andavas perdida e se a cá estavas
E tu me respondeste que sim (encontrara).
Confessei que sabia consciente, 
A boa nova que se anunciava,
Assopraram em meus ouvidos, a tua tão bem-vinda chegada
E tua pele, tua febre, minha morada...
Ah! Tua pele, tua febre, minha morada...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

SEM NOME (320)


Renegaste (a ti mesmo) tua própria natureza...
Como perdoar-se, se golpeaste quem deverias proteger - quem a ti adoravas e quem tu adoravas - incutindo-lhe desgosto profundo?
Desvirtuaste teu sentimento, tua guia...Perverteste teu fim (em si mesmo)...

Como suportar a angústia de rejeitar-se ?
Não há dor mais lacerante, mais solitária, mais silenciosa, mais desesperadora...
Não há pior castigo do que aquele que se impõe a si mesmo...
Não há pior claustro do que aquilo que já foi feito...

Resta-te apenas esperar pelo alento que o tempo poderá trazer-te e, enquanto não o vem...amargura tua estupidez cega, teu remorso...espera, espera, espera...pelo perdão que não será o teu próprio, porque este, não o virá. Mas mesmo assim espera...
Porque é só o que a ti (te resta).

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CISNE (321)

Como te alcunhar?
será que tu me (cor)respondes?
prefiro chamar-te de TUA...
(particular)
há sempre um limite (teu)
enquanto percorre (meus) caminhos obsoletos...
(...)
Como se atreve?
Recôndita, tacanha...
(...)
te choco 
(insulto)
com a aspereza
de minha sinceridade TRAGADA, 
porque o meu AVESSO é a tua melhor MORADA.
(...)
e tu (?) que fazes?
(in)segura que estás, 
tão acostumada a justificar(-se)
e a mim não encontra o porquê...
e eu (?) que faço
diante de tua elegância singela?
(desconserto)
e eu 
que me propus a deixar-te nua...
(emudeço)
atenta aos teus passos,
tua audiência fiel,
plateia oculta,
despida em negro.





(322)


Te dispo, Te visto, Te aquieto...
(ACALENTO)
Em meu colo,
(ENCANTAMENTO)
Teu recanto,
Meu abrigo
(SINGELO).