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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

(DIS)TRATO (342)

Já desisti tantas vezes de você,
que nem me abalam tuas ausências (sãs).
Tu és escorregadia, escapas de minhas mãos (meu domínio).
Tu vais e voltas com tanta facilidade
e tantas razões e tanta propriedade,
que sempre me curvo (relevo).
Já não me desgasto (consumo),
nos levando tão a sério (...)
Também não te espero.
Se não vens (não me acompanhas),
ficas pra trás (...)
te deixo (guardado) aguardando meu retorno (certo).
E assim te dobro, te adestro, te moldo,
do jeitinho que eu quero, mas por vontade tua (...)
só tua.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

(IM)PREVISÍVEL(?) (344)

Já não me enganas (surpreendes)
com tuas artimanhas, teus meandros, teus medos (...)
Me divirto com tuas desculpas esfarrapadas
(já sei o que será)
quem escolherás dentre nós dois (...)
Acho graça do teu embaraço futuro,
adoro teu cuidado,
teu receio (de perda),
tua dúvida (...) tua necessidade de equilibrar-se
(nos administrar).
Já não me incomoda
(me interesso) 
enceno constrangimento,
faço minha parte,
meu papel
(ajo como tu esperas).
Aceito tua presença,
tua ausência (de nem tão bom grado),
tua (in)constância (...)
Eu quero e relevo.